domingo, 23 de setembro de 2012

Eu preciso de um dia de fuga.

As pastagens são menos indelicadas quando as vejo de perto.Cercadas de cóleras e más lembranças.
                  Pretérito,Imperfeito.
Voluntários são os ventos que vem do sul em uma dança síncrona pra me fazer entrar em transe.Menos dois amigos,vinte e duas perdas.Dois anos.Não há invólucro capaz de guardá-los do mal tempo,e da velha história de sempre.Aquela em que todos partem.

Tenho sonhos desesperados quando não chove.Me envolvi em uma canção de exílio muito maior do que pensei que seria,uma rua sem saída.E não me vejo num só dia além do seu.Querido amigo imaginário,portador de dúvidas e esperanças.Quem não teve anseio de temer,o escuro.A espada,o corte profundo.

"Vem,anjo de braços abertos,comiserar-se dos pecados que eu colhi.E sangrar cada pedaço de saudade que há em mim,em ingenuidade e desgraça.Estou no ponto menos fraco d'onde parti."



                                                                                                                                    Elisama Oliveira
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